sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Cristo é minha rocha, meu som é o Rock (1)

Bem vindos "pôvos e póvas" que acompanham este blog! O tema hoje é deveras polêmico e apesar de bastante "cansado" não está esgotado e sempre se vê novas cenas e discussões acerca do tema Rock e religiosidade. Pois bem, o que pensarmos a respeito? 

  • O Rock pode ser usado na igreja para louvor/adoração? 
  • Ou, na tentativa de minimizar os efeitos da nossa opinião, "o Rock até serve para evangelismo, mas nunca para ser tocado dentro da igreja"? 
  • Podemos ir mais a fundo na reflexão, em uma questão mais primária:  o Rock é de Deus ou é mesmo do diabo?
  • E: o que de fato faz ele ser de Deus ou do diabo ?? 
  • existe essa conceituação em algum lugar das escrituras ou toda a polêmica é engodo e um desserviço ao reino??

Bem, existiriam muitas perguntas a serem feitas aqui, mas por hora fiquemos somente com estas a "fritar" em nossas mentes pensantes já que por aqui surgem as mais variadas conjecturas e especulações, meramente baseadas na falta ou incapacidade de argumentação oriunda de ambos os lados da discussão (se é que existem lados em uma discussão tão "desargumentada"). Vamos aqui introduzir o assunto de forma verdadeira e coerente aos fatos.

O problema nesta discussão é a falta de conhecimento próprio de cada parte envolvida. Veja que boa parte dos argumentos contra o Rock sempre são baseados em sua história, no entanto para isso são pinçados momentos, frases e artistas específicos para formar um todo. Por outro lado há um purismo   religioso que acredita na inspiração divina de determinado repertório musical cristão como que ditado diretamente do céu. Sim, já ouvi de uma cantora evangélica que "cada canção que compunha era cantada por um anjo" pra ela. Exatamente com estas palavras entre aspas. Para ser sincero desconfiei desta afirmação por acreditar que um anjo enviado do céu não cometeria tantos erros de concordância, prosódia e também não seria adepto dos cânticos de batalha espiritual e de teologia da prosperidade. (rsrsrs...) Mas garanto, caro leitor, que esta afirmação lhe rendeu vendagens maiores por povoar o imaginário congregacional de espiritualismo. Dentro desta categoria estão, ainda que em outra proporção, os que creem na inspiração divina dos hinos da harpa cristã, assim como na inspiração do cânon bíblico.

A afirmação, possivelmente a mais ouvida, de que o Rock é a música do mundo entrando na igreja é oriunda de um profundo desconhecimento da origem do repertório cristão, para não dizer da história da igreja, pois boa parte dos hinos que marcaram épocas como as reformas, bem como alguns movimentos e avivamentos tiveram origem no repertório secular (profano). Hinos como "Vencendo vem Jesus", que é uma adaptação de um hino de batalha do exercito norte americano; ou ainda o clássico "Castelo Forte", o grande hino da reforma protestante, e que é totalmente baseado em uma melodia profana, sobre a qual Lutero adaptou outra letra.  Veja que belos hinos:





Ok, ok, pegar uma melodia/harmonia secular e adaptar outra letra naquela época era até didático. "As pessoas não tinham o acesso as informações musicais na velocidade que temos hoje e por isso usar músicas conhecidas era aceitável", você pode me dizer. Mas e as músicas de hoje? Temos por exemplo a música "Com muito louvor" da cantora pentecostal Cassiane que é um plágio completo da abertura do desenho Hércules, produzido pela Disney em 97. Sério, um desenho animado sobre o Hércules, produzir pela Disney (pode ser pior???) e eu aposto que você já cantou muito essa música possivelmente foi muito abençoado por ela. Claro, esta não é a única canção que a gravadora da tia Marina "adaptou". Vamos à outros exemplos: a cantora Thalita, gravou "Olhe nos meus olhos" em meados dos anos 90 que é uma cópia de "Everything I do" do Bryan Adams (um cantor secular de que? Rock). Bora mais pra algo mais recente? Eli Soares e a música bombástica "Tudo que eu sou" e sua "semelhança" com "How do you Think" do The Brand New Reaves. Temos também, pra que você possa conferir, "Minha força" do Paulo César Baruk e "You body is a wonderland" do John Mayer.





Enfim, se você ainda está na dúvida de que não existe esta apropriação de "música do mundo x música de Deus" faça uma breve pesquisa de internet que o youtube acabará com qualquer argumento pró embate.

Veja, me deparei recentemente com a seguinte afirmação em um blog "gospel" (tenho certo desconforto em usar este título tão mal entendido hoje em dia):


"quem utiliza a música mundana (Rock, pagode, axé e forró, e todo o tipo de música carnal - mesmo que mude a letra), com ritmos dos tambores (bateria, contra baixo, etc) e sons agudos (guitarras, violões elétricos, etc) para a adoração (falsa e carnal) não está adorando ao Deus Justo e santo da bíblia, mas está adorando o deus deste mundo"


Note que a afirmação é tão mal pensada quanto mal escrita e é uma referência totalmente destorcida de Ezequiel 28:13 (versículo base citado no texto em questão), que diz "estivestes no Édem, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura(...); em ti se faziam os teus tambores e s teus pífaros, no dia em que fostes criado foram preparados"

Primeiramente o erro começa na alegoria de que este versículo (por algum motivo oculto) fala de Satanás. Não, o texto de Ezequiel fala do rei de Tiro. É uma linguagem profética e extremamente poetizada que falava do castigo de Deus para um rei humano, soberbo e dissimulado. (mas este é assunto para outro post sobre interpretação bíblica). Pense agora comigo que o texto em nenhum momento fala (nem neste versículo nem em todo o seu contexto) sobre música mundana, mas sim que a descontextualização histórica do texto feita aqui permite quaisquer interpretações absurdas. Não bastando, o escritor da afirmação acima lista uma série de gêneros musicais mundanos baseados provavelmente no seu mero "achismo". Não satisfeito ainda as interpretações de tambores como bateria e baixo (baixo??? contra baixo é tambor agora?) e sons agudos como guitarra e violão elétrico (o violão acústico ta liberado então? ele é "menos agudo"? ué...) Tais instrumentos sequer existiam nesta época, o texto fala exatamente de TAMBORES e PÍFAROS.

Então, onde quero chegar neste primeiro texto sobre este tema é que na verdade há uma série de preconceitos e interpretações erradas de textos bíblicos que abrem precedentes para afirmar coisas a este respeito que a bíblia não afirma. E se tem-se este preconceito ele é seletivo ao GÊNERO MUSICAL (substantivos como Rock, Samba, MPB, Punk, etc, são GÊNEROS não ritmos) com o qual temos menos afinidade? Possivelmente. E porque determinado individuo não gosta e/ou não entende a mensagem contida no Rock (ou qualquer outro gênero musical) o argumento para não ter que conviver com este dentro de sua comunidade é dizer que não é de Deus. Prova está que os plágios de músicas mais lentas e "românticas" não parecem ser a "musica do mundo" tomando conta da igreja.


No próximo texto vou abordar os argumentos mais especificamente voltados a criticar o Rock religioso, como: ser um instrumento de adoração ao diabo, ter um ritmo sexual, causar transe mental e etc. Nos vemos lá!

Comente aqui sua opinião e se gostou acompanhe e compartilhe este post.

Graça e paz,

Até lá!!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O que estamos fazendo do Louvor nas nossas igrejas?


Saaaaaaaalve galera, pôvos e póvas deste meu blog!!!

Vai aqui um trecho de uma pregação do Pr. Paulo Junior no qual ele aborda de forma clara os conceitos de louvor bíblico que deveríamos ver em nossas igrejas! 

Ficam as reflexões de como temos escolhido, pensado e ministrado o louvor em nossas igrejas.



Diretrizes para o ministro de louvor #esboço

Salve galerinha que acompanha este blog, tudo na paz? Galera o blog tem dado bastante visualizações (não é bastaaaaante, mas tem me sur...

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