sábado, 21 de abril de 2018

#EuIndico : Redenção




Para quem acha que uma música com tônica bíblica e teológica tem que ser chata, monótona e sem graça, aqui vai uma dica realmente relevante que pode (e vai) te surpreender: Redenção, do Projeto Sola.

O nome "Projeto Sola" faz referencia aos cinco pilares da reforma protestante: Sola Scriptura (somente a escritura), solos Christus (somente Cristo), Sola Gratia (somente a graça), Sola Fide (somente a fé) e Sola Deu Glória (glória somente a Deus). Estes pilares norteiam a construção musical teológica das letras. O estilo musical brinca nos entre-meios da Folk Music com muita qualidade, contando com uma instrumentação bem colocada, e ainda com arranjos identificados com o gênero e pensados para a cena musical atual.

Nas palavras do próprio Guilherme Iamarino:

https://www.youtube.com/channel/UCBFn9nFV7C_a4XD34lKvyTw

O grupo em si já é uma excelente indicação, pois com um estilo musical diferente do que se vê na cena cristã atual os dois Guilhermes  (Guilherme Andrade e Guilherme Iamarino, de Minas Gerais e São Paulo, respectivamente) trazem letras extremamente relevantes com conteúdo bíblico e cristocêntrico.

Os dois se conheceram quando foram tocar em um mesmo evento, em 2013, cada um com a banda que integrava na época. “A gente começou a conversar via internet e o Gui se manifestou propondo que a gente fizesse alguma música juntos, compuséssemos alguma música juntos ou fizéssemos alguma coisas que desse para a gente tocar ao vivo”, diz Guilherme Andrade em um vídeo do YouTube, "(...) Depois nós entramos na mesma faculdade e começamos a nos ver periodicamente. Em 2014. ele me mostrou ‘Redenção’, uma das músicas do EP e eu gostei da canção. Tinha algumas músicas também nessa pegada e decidimos gravá-las”. O grupo tem atualmente dois álbuns lançados e alguns Singles que prometem grandes coisas por vir.

O Projeto Sola procura se firmar nessa fé ortodoxa, cada vez mais antiga e ainda assim nova a cada manhã. Procuramos uma fé bíblica no Filho do Amor. (...) Cremos que Ele e tão somente Ele, nos trouxe a redenção, e assim temos a esperança viva, e em vida. Cremos nEle, estamos firmados nEle, e em Sua graça podemos sempre descansar.

Vai aqui a indicação de hoje, Redenção:




Para quem quiser conhecer mais vai aqui também o link do canal no YouTube:

Graça e Paz à todos,
Até a próxima!!!



quinta-feira, 12 de abril de 2018

Líderes de louvor e adoração: de onde vem, como vivem, do que se alimentam...

Salve galera, graça e paz à todos! Hoje venho abordar um tema muito relevante para nossas igrejas atualmente: o que é (e principalmente, o que não é) liderar louvor e adoração. O que escrevo aqui é fruto de mais de 12 anos a frente do ministério de louvor da minha igreja, uma igreja Batista, com muita dedicação em estudar e evoluir ministerialmente. Depois de muitos livros lidos, muito estudo e dedicação à palavra de Deus e alguns anos de experiência na presença do Pai, Ele me proporcionou conduzir um grupo de louvor, ainda que com menos integrantes do que já conduzi anteriormente, coeso musical e espiritualmente, no qual tem sido um prazer louvar a Deus culto após culto.

Meu entendimento sobre Louvor e Adoração foi sendo lapidado pela Palavra ao longo destes anos de modo que tenho observado a carência de líderes de louvor presente nas igrejas. Os motivos podem variar de falta de prioridades e/ou conhecimento à uma deficiência cultural que nos molda a simplesmente repetir maquinalmente modelos inadequados de canções e lideranças. Quero aqui fazer algumas considerações a respeito para a edificação do corpo de Cristo em louvor. Vamos lá?

Bem, primeiramente eu vejo de forma geral nos grupos de louvor ministeriais (aqueles incumbidos de realizar o momento musical dos cultos em sua igreja local) um acontecimento quase que unânime: a necessidade de formar rapidamente uma equipe para "tocar na igreja". Ocorre, por este motivo um atropelo de prioridades, pois é devido observar que quem lidera um momento de louvor deve estar tão bem preparado técnica e espiritualmente quanto quem lidera qualquer outro momento da reunião. Igrejas ou pastores apressadas(os) em formar sua equipe tendem a escolher líderes e integrantes apenas pela proficiência técnica ou disponibilidade de tempo para ensaios e cultos, não considerando assim a importância espiritual deste momento e com isso possivelmente sobrecarregando de expectativa o individuo escolhido sobre um "momento mágico e espiritual" de louvor que não acontecerá. Certo tempo atrás, enquanto visitava uma igreja em outra cidade, conversando com o pastor local fui surpreendido pelo testemunho de que pelo longo tempo em que formou sua equipe de louvor era ele mesmo quem ministrava nos cultos e com os louvores sendo tocados diretamente do mp3 do seu carro. Este pastor havia sido encarregado de uma pequena congregação que não há muito tempo havia sido implantada e então, até que formasse uma equipe sólida e capacitada para ministrar louvor e adoração, ele estacionava seu carro na porta da congregação, colocava os louvores selecionados no radio do seu carro, abria o porta malas e louvavam ao Senhor ali, enquanto ele ministrava entre as canções aos irmãos que ali já começavam a congregar. Algum tempo depois esta congregação, agora uma igreja de porte bem maior, tinha uma equipe de louvor sólida, com líderes que estudavam a palavra juntos em suas casas. Era nítido, ao olhar para aquelas pessoas, o sentimento familiar de união entre eles. Por sua vez, a igreja era conduzida em louvor e adoração com leveza nos momentos de celebração de culto. o Pastor Cris, do ministério Filhos do Homem, conta em um sermão que no início do ministério só estavam ele e seu violão durante o louvor e a seu tempo Deus foi mostrando e levantando uma equipe sólida ali. Claro que casos assim não são a regra, senão a excessão, mas nos mostram a necessidade que alguns ministros do Senhor reconheceram de ter equipes sólidas liderando louvor em suas igrejas.

O momento do louvor, apesar de ser o momento musical do culto, precisa ser muito mais do que isso. Esta necessidade de simplesmente formar um "grupo musical" para a igreja local reduz o momento de louvor e adoração ao que vemos muitas vezes: músicos e ministros despreparados, técnica e espiritualmente; ou músicos muito preparados na técnica (quando o critério de seleção é a habilidade) e pouco preparados espiritualmente, ocasionando aquela desconexão da equipe na qual a igreja ouve a música, mas não é conduzida em adoração e sim atraída pelos momentos de virtuosismo instrumental hora de um integrante, ora de outro. 

Uma equipe de louvor TODA precisa ter uma vida com Cristo, com integrantes que estudam a palavra e tem sede de conhecer mais a Deus, que tenham consideráveis habilidades musicais e que sejam (e isso é muito importante) submissos aos seus líderes. O conhecido líder de louvor e adoração Ron Kenoly destacou, certa vez, que um líder de louvor precisa ser conhecedor do seu pastor, precisa precisa compreender a visão da igreja local em relação a esta função e precisa estar ligado com o que está sendo (ou, será) pregado no culto.

Eddie Espinosa, em Pensamentos em Adoração, cita entre outras coisas que conduzir louvor e adoração não é...


  1. ...conduzir (tomar a frente de) uma canção para que os demais te acompanhem. Esta seria a função de um dirigente de música talvez, mas não de um líder de louvor e adoração. Fazendo isto possivelmente se preencha os requisitos de entreter a platéia entre uma canção e outra e prepará-la para o sermão, mas não é esta imagem que queremos reforçar aqui;
  2. ...exortar a igreja a cantar junto, seja através de um pedido de "vamos cantar...", "vamos declarar...", "erga as suas mãos e adore..." etc. (Muitas vezes esta indução de louvor se dá por mini sermões ou testemunhos a cerca da canção a seguir);
  3. ... adorar enquanto a igreja assiste (e este é o problema que vejo no sistema de "oportunidades" em que seguidos irmãos sobem ao púlpito para cantar - normalmente com play-backs - e depois descem para a vez do próximo. Frequentemente o que ocorre é que aquele irmão do fundo do seu coração adora, mas a igreja apenas assiste e comenta sobre a qualidade de seu canto. Outro problema que vejo aqui é o não ter como saber o momento em que aquele irmão está vivendo espiritualmente para aceitar colocá-lo sobre o púlpito) e também não é tocar enquanto o restante adora.

O que é liderar adoração então?

Liderar adoração é estar estar tão fortemente conectado com Deus a ponto dEle ministrar ao coração do líder o que ELE (Deus) quer trabalhar na sua igreja, e estar conectado com a igreja a tal ponto que o Espírito guie o ministro sobre o que a igreja precisa declarar nas canções como oração a Deus para que o propósito de Deus para aquela reunião seja introduzido. Liderar louvor e adoração é serviço, é estar adorando e orando ao Senhor em todo o tempo, recebendo instrução dEle enquanto auxilia a igreja a fazer o mesmo. Um líder de adoração precisa (pois esta tarefa o exige) de uma vida de oração. A adoração na vida deste líder deve ser contínua.  Vemos em Hebreus 13.13-17  este modelo bem presente.


Tive a nítida sensação de que havia chegado neste ponto de contato há alguns anos atrás quando comecei a montar a formação atual do grupo de louvor. Lembro-me que na necessidade de mais um vocal orei ao Senhor e fui profundamente tocado à convidar uma jovem da igreja a integrar nosso grupo. Ela ficou surpresa com o convite pois, me relatou, ela estava orando para que Deus a colocasse em algum ministério na igreja onde ela pudesse servir-lo melhor e ela amava cantar. Mas tinha um porém... ela não sabia cantar. Foi então que comecei, ensaio após ensaio, a ensiná-la. Eu repassava materiais que haviam me ajudado muito com o canto durante a faculdade (sou formado em música pela Universidade Federal de Pelotas - RS) e ela treinava em casa, fazia aulas de canto comigo semanalmente além dos ensaios. Sobre os ensaios eu fiz um acordo com ela de que ela aquentaria, ensaiaria e oraria conosco toda semana, no entanto somente participaria do momento de louvor do culto quando tivesse preparada. Dentro de pouco tempo ela já estava cantando bem. Descobrimos um grande talento musical ali. Como prometido, ela começou a ministrar louvor juntamente conosco e a cada culto o Senhor fazia grandes coisas enquanto ministrávamos e orávamos com a igreja. 

Passado um bom tempo esta jovem nos trouxe triste notícia que teria que nos deixar pois sua família estava para se mudar de nossa pequena cidade. Assim se fez. Lembro-me do sentimento de perda que o grupo todo teve com a ausência da jovem, o sentimento de um pedaço do corpo (como nas palavras de Paulo sobre a igreja) que havia sido removido, e tudo às vésperas de uma vigília que organizávamos anualmente todo mês de janeiro. Passado o evento, novamente eu era  único líder de louvor no grupo, tendo apenas mais um vocal do nosso tecladista na época. Foi então que no culto de domingo imediatamente após o evento citado ao ministrar o louvor com um cântico que diz "digno é o Cordeiro que foi morto, Santo Santo ele é..." o Senhor moveu meu coração tão grandemente que depois de um tempo não pude mais cantar. Era já a ultima canção do culto. Lembro-me desta cena detalhadamente.. lágrimas começaram a correr no meu rosto enquanto eu declarava "digno é o Cordeiro que foi morto..." e eu lembro de não conseguir mais cantar diante da manifesta presença de Deus ali. Neste momento eu pensei "Senhor, obrigado pelo teu toque, o teu renovo... mas e as pessoas?.. eu preciso ministrar! Não tenho mais outra líder para instruir tua igreja em adoração à Ti e não posso deixar teu povo 'perdido'..." (sério, a estranheza de voltar a ministrar sozinho me deixou bem preocupado naquele instante... me perguntei isso) e Ele só me confortava. Foi então que depois de alguns instantes com este pensamento, mas tocado pelo Espírito que me confortava ouví uma voz de mulher cantando o refrão da canção. Abro os olhos e vejo uma irmã de nossa igreja cantando muito bem, ainda que meio desconfiada da nossa reação. Enquanto ela cantava Deus ministrava nos nossos corações. Aquele momento foi incrível e me reforçou a certeza de que quando estamos no centro da vontade dele ele supre nossas necessidades e nos permite descanso, ainda que na pequenez de nossa mentalidade sejamos preocupados com tudo o tempo todo. Depois da reunião fui correndo falar com ela e ela me disse que cantava em coral em seu antigo ministério, na cidade onde residia anteriormente, no estado do Rio de Janeiro. Deus é fiel! Hoje esta moça ministra juntamente comigo em nossa igreja, e mais do que isso, seu esposo toca contrabaixo conosco. Consolidamos um ministério de louvor coeso e de pessoas tementes a Deus e compromissadas com sua obra. Graças a Deus!!

Que estas reflexões lhe ajudem a melhor compreender a função de liderar louvor e adoração na sua igreja local e que Deus abençoe e ilumine teu entendimento e lhe permita crescer em Graça!

Deus abençoe à todos!!

terça-feira, 10 de abril de 2018

#sinaldealerta "Felizes São"

Salve galera! Iniciando aqui uma série de posts no qual comentarei algumas músicas que estão fazendo sucesso no meio cristão e que considero dignas de um olhar mais crítico, a #SinalDeAlerta . Meu intuito com esta série não é gerar polêmicas ou fazer críticas aos artistas por trás das canções (muitos deles eu gosto e acompanho, inclusive) e sim alertar para o cuidado que devemos ter ao escolher repertório para nossas igrejas e eventos cristãos, pois muitas vezes passamos um ensino distorcido das escrituras através de nossa música. Vamos lá?



A música escolhida para abrir a série é a música FELIZES SÃO da banda Morada, uma banda que surgiu com força na cena cristã nos últimos tempos.



Em uma primeira audição a canção me chamou muito a atenção por alguns aspectos positivos e outros nem tanto. Musicalmente falando a ideia me pareceu atrativa. Uma rítmica de bateria “interessante” e um riff de baixo marcante já no início da música me instigaram curiosidade. O refrão com a frase “felizes são aqueles que não viram” repetidas vezes é marcado por um ritmo sincopado de caixa (o timbre da batera grave e com um tempo de kick um pouco mais lento e arrojado dão uma cor diferenciada ao arranjo) que torna a cessão bem interessante, mas nos apresenta um sério problema musical. Ocorre neste trecho uma série fatal de erros de prosódia musical quando as palavras cantadas tem uma sequencia de sílabas tônicas alteradas para encaixar na rítmica presente, mudando inclusive o sentido da letra de “felizes são aqueles que não viram (VER, no pretérito perfeito) e te amam (amar, no presente)” para “felizes são aqueles que não virÃO (VIR, no futuro do presente) e te amÃO (alguma coisa que não existe)”. AI!, este refrão me incomodou absurdamente! Minha conclusão depois de ouvir algumas vezes é de que bem possivelmente a ideia musical saiu pronta no momento criativo muito antes de se ter a letra, pois a letra (com todos os seus erros teológicos, e disso falaremos agora) é arrastada fortemente pela musicalidade da canção o tempo todo, inclusive tropeçando na prosódia. Por algum motivo banda e/ou produtor não quiseram deixá-la de fora do álbum (que tem músicas incríveis), provavelmente pela forte ideia musical, mas aqui estamos nós…


Partindo para a parte teológica colecionaremos alguns "probleminhas", formando um grande emaranhado de afirmações absurdas. Vamos a letra:

Quem te viu multiplicar o pão, Perdeu a fome 
Quem te viu ressuscitar os mortos, Perdeu o medo
E quem te viu morrer naquela cruz
Perdeu a fé, perdeu a fé

Quem te olhou nos olhos sem chorar
Quem se acostumou com Tua presença
Não sabe o que é viver pela fé

Felizes são aqueles que não viram
Felizes são aqueles que não viram
Felizes são aqueles que não viram
E te amam, e te amam

Eu nunca vi, mas tenho fome
Eu nunca vi, mas estremeço
Eu nunca vi, mas sempre vou chorar
Eu nunca vi, mas tenho fé
Eu nunca vi, mas eu Te amo
Porque eu nunca vi alguém igual a Ti


* A multiplicação dos pães em João 6, por exemplo, relata (para não falarmos de forma mais complexa dos ensinamentos dados por Jesus através destes milagres) que a multidão estava faminta, comeu quanto queria (v.11), se fartou (v.12), e ainda sobraram doze cestos cheios. Ninguém “perdeu a fome”! E os versos 14 e 15 revelam que houve conversão de quem O viu multiplicar o pão.

** Na ressurreição de Lázaro em João 11, vemos que as pessoas envolvidas, movidas pela tristeza da sua morte, expressaram sentimentos de revolta por Jesus ter permitido que ele morresse e por não estar presente ali (vs.20-21). Nos versos 45 ao 48 do mesmo texto vemos que quem o viu ressuscitar os mortos (principal e primeiramente) CREU nEle. Em segunda instancia, as autoridades TEMERAM o que aconteceria se todos CRESSEM nEle. Ninguém “perdeu o medo”, e sim ficaram espantados e creram.

A premissa da letra de que é melhor “não ver” distorce completamente a origem e motivação dos milagres e feitos de Jesus que era afirmar sua deidade e o início do ministério messiânico, bem como os milagres feitos pelos apóstolos com o intuito de reforçar que operavam pelo mesmo Espírito que Cristo e por isso eram dotados de autoridade apostólica. Esta premissa distorce até mesmo o versículo chave da letra “bem-aventurados os que não viram, mas creram” em João 20.29. Esta afirmação vem justamente ao contrário da premissa adotada na letra do Morada, pois afirma que se é feliz por poder crer aquele que viu, quanto mais feliz (bem-aventurado) seria aquele que não tendo visto creu (pois é bem mais difícil).

*** Esta afirmação seguinte eu realmente preferia não ter ouvido/lido! Não preciso citar um texto sobre a crucificação ou explicar suas implicações para a vida do eleito/salvo para vermos que afirmar “...quem te viu morrer naquela cruz perdeu a fé” não somente não faz sentido teológico como é uma heresia. Pois a própria fé (dom de Deus) tem o alvo de crer em Cristo e em sua OBRA REDENTORA (na cruz). A fé dada por Deus para a salvação (vide primeiros cap. de Efésios) não é a capacidade de crer em milagres, mas nesta obra. Todo o milagre citado na letra teve o intuito de dar créditos à Cristo para levar as pessoas a crerem quando esta obra viesse a acontecer (na cruz), mas isso parece ser desconsiderado aqui. Enfim, aqui acendemos de vez o #sinaldealerta !!

**** "...quem te olhou nos olhos sem chorar..." (lembrando o fato de que ninguém viu a Deus, senão a Cristo, seu filho unigênito , João 1.18) a afirmação sobre vê-lo e não chorar vem de encontro a tendência sentimentalista que vemos na cena "gospel" e que tem força redobrada no movimento de adoração extravagante. "...quem se acostumou com tua presença não sabe o que é viver pela fé" esta afirmação é simplesmente sem sentido. em que momento ter a presença de Deus pode ser prejudicial, enquanto igreja? Poderíamos nós nos acostumarmos com tal presença a ponto de "cansarmos" dela? Teríamos nossa fé sufocada por tão gloriosa presença? Talvez, como o povo peregrino no deserto, pudessemos nos "acostumar" com a provisão diária a ponto de não creditarmos nosso pão, nossas vestes, nosso abrigo e etc à Deus (e isso muitas pessoas acabam fazendo, quando tendo a provisão diária em suas vidas estão em constante murmuração), mas estar diante de tão marcante presença e não saber o que é viver pela fé... bem é uma afirmação bem perigosa, pra deixarmos nestes termos.

O resto da letra apenas reforça a premissa errônea girando em torno da ideia de que é melhor não ver, pois não vendo (diz o autor) se tem fome, fé, se estremece, chora e ama… 

Concluo questionando o que o fenômeno gospel tem ensinado às nossas igrejas. O quanto nossas canções estão de fato louvando a Deus ou simplesmente testemunhando/explicando algo bíblico com intuito Evangelístico. Precisamos de todo o cuidado possível para que nosso momento de louvor não ensine verdades contraditórias as pregadas nos púlpitos e, principalmente, contraditórias as escrituras. O comprometimento teológico de nossas letras tem sido uma grande falha dos nossos artistas e produtoras hoje. Reflitamos mais sobre isso.

Grande abraço, 
Graça e paz à todos, e
ATÉ O PRÓXIMO POST!!


Diretrizes para o ministro de louvor #esboço

Salve galerinha que acompanha este blog, tudo na paz? Galera o blog tem dado bastante visualizações (não é bastaaaaante, mas tem me sur...

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